Kant e-Prints http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints <p>Kant e-Prints é uma revista de periodicidade quadrimestral destinada a veicular produções teóricas sobre a filosofia de Kant, constituída pela Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira (SKB) e vinculada ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).</p> Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência - CLE pt-BR Kant e-Prints 1677-163X Ontología, epistemología y semántica: sobre la teoría kantiana acerca de la estructura objetual del mundo http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/764 <p>El objetivo de este trabajo es reivindicar una interpretación de la Analítica Trascendental como una “ontología”. Pero no en el sentido heideggeriano de una “ontología fundamental” del <em>Dasein</em>, sino en el sentido más general de una <em>teoría a priori de los objetos</em>: una teoría categorial que opera una reconstrucción meta-teórica de la estructura formal objetiva de nuestro mundo a partir de la estructura de nuestro pensamiento y nuestras facultades cognitivas. No obstante, reconozco que la teoría presenta consecuencias epistemológicas y semánticas. Así, no veo a la Analítica de tal manera que las categorías se reduzcan a simples funciones lógicas en los juicios o a meras condiciones epistémicas o semánticas, sino como <em>predicados ontológicos</em> que proporcionan <em>a priori</em> la estructura ordenadora de la “objetualidad” a los elementos sensoriales dados que componen el inventario de nuestro mundo en general y del mundo empírico espacio-temporal, siendo este último un caso particular del primero en el cual el conocimiento es posible y efectivo. Todo ello, en tanto que todo y cualquier “objeto” es una estructura formal construida y <em>adquirida a priori</em> por nuestras facultades cognitivas en ocasión de un “<em>input</em>” sensorial dado; una estructura que designa el modo en que todo lo que puede ser pensado y conocido <em>puede</em> de hecho ser pensado y conocido como “objeto”.</p> Juan A. Bonaccini ##submission.copyrightStatement## 2017-06-15 2017-06-15 6 27 Coerção política e dever de obediência: considerações a partir de Kant e Rawls http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/765 <p>O artigo toma como referência, em linhas gerais, as alegações de Kant e Rawls acerca da legitimidade ou não das exigências que o poder político faz aos indivíduos com vistas à obediência das leis. Tenta-se dar um passo além desses dois autores, respeitando-se suas diferenças, em direção à tese de que o dever de obediência somente poderia ser estabelecido por vias voluntaristas, ou seja, mediante expedientes que respeitassem a autonomia moral dos indivíduos. Desse modo, tanto a alternativa rawlsiana, certamente mais atraente em nossos tempos, como a proposta kantiana, são consideradas insuficientes. É sustentado com base na filosofia moral de Kant a partir da <em>Fundamentação da metafísica dos costumes</em> e da <em>Crítica da razão prática</em> que a autoridade moral de uma lei somente pode ser aceita se ela concordar com a autonomia de minha vontade. Assim, a única forma que se vislumbra para a obrigação política ser moralmente justificada é o consentimento expresso do indivíduo.</p> Aguinaldo Pavão ##submission.copyrightStatement## 2017-06-15 2017-06-15 28 40 Naturalism and realism in Kant’s ethics, de Frederick Raucher http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/766 <p>Professor Rauscher’s book has two main goals: first, to show that Kant’s ethics is compatible with metaphysical naturalism, that is, with the philosophical thesis that no entity outside empirically real nature in space and time is needed; second, to determine the extent to which Kant is a moral realist. As can be seen, Professor Rauscher is not concerned with producing just an exegetical work, and he even recognizes that Kant’s writings are sometimes inconsistent with elements of his interpretation. This is one of the reasons why this is a much welcome book, not only for scholars of Kant, but, more importantly, for philosophers in general.</p> Darlei Dall’Agnol ##submission.copyrightStatement## 2017-06-15 2017-06-15 41 43 Temas semânticos em Kant, de Andrea Faggion e Joãosinho Beckenkamp http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/767 <p>O livro <em>Temas semânticos em Kant</em> é uma coletânea de quatorze artigos que partem da tese de Zeljko Loparic de que há uma semântica transcendental em Kant como problema central da filosofia. O livro pretende mostrar que há uma continuidade entre a ideia central de Loparic e pesquisadores da tradição semântica, os quais foram, em sua maioria, formados por ele direta ou indiretamente. O primeiro artigo do livro é do próprio Loparic, intitulado: <em>Os problemas da razão pura e a semântica transcendental</em>. Nesse artigo ele explicita, de modo geral, a partir da <em>Crítica da Razão Pura</em> (<em>KrV</em>), aspectos que fundamentam as condições por meio das quais um problema da razão pura teórica é solúvel. A teoria semântica da solubilidade de problemas mostra que a filosofia tem como tarefa fundamental saber “como são possíveis os juízos sintéticos a priori?”</p> José H. A. Azevedo ##submission.copyrightStatement## 2017-06-15 2017-06-15 44 48 Kant, Foucault and forms of experience, de Marc Djaballah http://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/769 <p>Em <em>Foucault and forms of experience</em>, Marc Djaballah se propõe a investigar a presença do pensamento kantiano na obra de Foucault, tendo por fio condutor a proximidade entre a <em>estrutura formal do pensamento</em> de ambos os autores. Nessa linha, não se trata de fazer de Foucault um comentador de Kant, mas de avançar sobre o núcleo teórico que ambos compartilham, destacando as noções de crítica e de forma da experiência como unificadoras. Devemos destacar que são escassas as tentativas de realizar essa aproximação, no âmbito dos estudos foucaultianos – mais exíguas, decerto, do que as aproximações com Nietzsche ou Heidegger, de maneira que a proposta de Djaballah cintila numa paisagem quase desértica.</p> Marcelo H. Saraiva ##submission.copyrightStatement## 2017-06-15 2017-06-15 49 57