Teoria da Quase verdade

Versão para impressãoVersão para impressão

Em 1944, Alfred Tarski introduziu uma definição formal de verdade, sua concepção semântica de verdade para linguagens formalizadas, correspondente à concepção clássica Aristotélica de verdade – uma concepção de verdade correspondencial. Mikenberg, da Costa and Chuaqui, em 1986, introduziram uma definição formal de verdade pragmática, posteriormente denominada quase verdade por da Costa. Este conceito, que procura capturar o significado de teorias pragmáticas de verdade, pode ser considerado como uma generalização da caracterização correspondencial de verdade de Tarski, para contextos parciais. Sem rigor, “uma sentença é quase verdadeira” se, em um dado contexto, ela “salva as aparências”, isto é, ela funciona como correspondencialmente vrerdadeira. Neste seminário, apresentarei a definição formal de quase verdade, a partir dos conceitos de relação parcial e estrutura parcial. Através de uma abordagem semântica, delinearei uma lógica apropriada que pode ser usada como a lógica subjacente para teorias cuja concepção de verdade é a quase verdade. Esta lógica é paraconsistente. As três mais importantes interpretações da noção de verdade – a correspondencial, a coerencial e a pragmática – podem ser incorporadas nesse esquema formal. O conceito de quase verdade parece poder acomodar a incompletude inerente às representações científicas e pode ser considerado como a concepção de verdade inerente às teorias científicas.

Data: 
sexta-feira, Março 4, 2016 - 10:00
Palestrante: 
Prof. Itala M. L. D'Ottaviano
Apresentação: