Grupo de Pesquisa Multilinguismo e Multiculturalismo no Mundo Digital

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Multilinguismo e Multiculturalismo no Mundo Digital *

Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

pesquisadora responsável: Claudia Marinho Wanderley

  • Descrição

Este grupo visa o desenvolvimento de pesquisas multidisciplinares sobre Multiculturalismo e Multilinguismo no Espaço Digital, através da realização de trabalhos de campo e de reflexão sistemática, tendo como foco comum a situação das comunidades de línguas minoritárias de cada país dos parceiros envolvidos, e suas condições e possibilidades para inclusão digital. O objetivo é contribuir para compreender o processo multilingue (e multicultural) que permeia os ambientes de língua oficial do país, por um lado dando visibilidade à pluralidade de contatos e convivência entre línguas e estudando sua permeabilidade tecnológica, e por outro lado investindo em uma primeira rede de trabalhos à distância trilingue (em línguas locais, língua portuguesa e língua inglesa), via plataformas digitais em softwares livres. Contamos para isso com parceria de MinC, MEc, MCT (através do IBICT) e UNESCO.

  • linhas de pesquisa:
  1. Multiculturalismo e Multilinguismo no Mundo Digital e interdisciplinaridades
  2. Interações produtivas locais

1. Multiculturalismo e Multilinguismo no Mundo Digital e interdisciplinaridades*

Descrição sucinta da linha:

O Multiculturalismo e Multilinguismo no Mundo Digital constitui um campo de pesquisas transdisciplinar, que se organiza internacionalmente a partir da “Declaração Universal da Diversidade Cultural” UNESCO 2001. Este grupo de pesquisa situado no Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE-UNICAMP) objetiva estabelecer relações refletidas entre línguas e culturas locais no espaço digital. Esta temática transnacional implica necessariamente o contato com a produção cultural e intelectual local. A problemática do acesso, da produção e reprodução ao/do conhecimento, por exemplo, nas línguas maternas, se mantem entre os coletivos nos suportes em rede. Identificar, registrar e estimular estas práticas sociais é o que pretende esta linha de pesquisa que se dá através do trabalho em rede com universidades parceiras, casas e-ou espaços de cultura desenvolvidos por comunidades de culturas tradicionais locais e com grupos de pesquisa com interesses comuns, através de intercâmbios, publicações, debates, etc.

Elencamos aqui (não exaustivamente) alguns dos interesses:

- Mapeamento da presença de línguas locais em territórios nacionais

- Reconhecimento da diversidade linguística e cultural

- Identificação e/ou realização de atividades públicas e políticas sensíveis ao multilinguismo

- inclusão de línguas no padrão unicode

- produção e/ou tradução de hardwares, plataformas e softwares livres em línguas locais

- Estimular a produção e o acesso de conteúdos em línguas locais

- mapeamento da presença de línguas e conteúdos na internet por intermédio de software de código livre e aberto (free and open source software - FLOSS)

- disponibilização de conteúdo multilingue em código aberto (opensource) na rede

- Registro da diversidade de epistemologias (relação humanidade-realidade-produção de conhecimentos)

- crítica pós-colonial à produção sobre ciência e sobre multilinguismo

- promover diálogo sul-sul, através de bibliotecas digitais multilingues e publicações abertas online.

- propor e realizar atividades interdisciplinares com a rede e os grupos a partir de uma triangulação de pesquisa entre teoria, metodologia e campo empírico;

- ser espaço de diálogos, debates, críticas, reflexões, pesquisas e sistematização do conhecimento advindo das diferentes realidades, sociedades e conteúdos disciplinares;

- incentivar e/ou acompanhar o intercâmbio e a circulação de práticas, pessoas e saberes na perspectiva de mobilidades numa escala local, regional, nacional e internacional.

* Ano de início: 2006

Vínculos/órgãos: CLE, IEL, FE, IMECC, Forum de Cultura Digital de Campinas e Região

Setores de Aplicação

Democratização da produção e do acesso ao conhecimento, inclusão digital, bibliotecas digitais, patrimônio linguístico e cultural;

Formação de pesquisadores/professores e integração acadêmica e cultural entre os países e as instituições envolvidas;

 

Áreas do Conhecimento

Epistemologia, Ciência da Computação, Linguística, Linguística Computacional, Crítica Pós-colonial, História Oral, Biblioteconomia, Bases de dados, Multilinguismo, Multiculturaismo, Ciências Humanas e Sociais, Educomunicação, Artes, Humanidades, História, Urbanismo, Ciências da Computação, Psicologia, Matemática, História da Ciência, etc.

 

 

 

2. Interações produtivas locais

Descrição suscinta da linha:

A linha de pesquisa Interações produtivas locais, formado por estudiosos e pesquisadores de diferentes áreas do saber, parte da ideia de interações entre culturas, povos e grupos distintos visando a produção de conhecimentos, sentidos e práticas por meio de relações entre ensino, pesquisa e extensão. Este grupo de trabalho busca criar uma articulação entre saberes, sentidos e práticas - tanto locais quanto acadêmicas - a partir de relações dialógicas horizontais, visando gerar paradigmas inovadores para fundamentar produção de conhecimentos, processos educativos formais e não formais e a proposição de políticas públicas.

Em uma visão mais ampla que compreende estas relações e encontros através dos sistemas complexos e auto-organização, a proposta atual fundamenta-se na ideia de interação e transformação de estados entre locais diferentes (que aqui podem ser vistos como sistemas) que devem atingir um terceiro estado de maneira sinergética, ou seja, de maneira a uma colaboração que se dá pela força com que se estabelece o elo entre os sistemas. O importante é frisar que, nesta visão, não há um sistema central, mas dois ou mais sistemas que, uma vez interagindo, fazem emergir a organização que os une.

Os aportes filosóficos-teóricos-metodológicos se inspiram nas perspectivas crítica, libertadora, emancipatória e descolonizadora de conhecimentos e práticas tendo em vista os arranjos produtivos locais.

Os interesses dos membros do grupo convergem em direção à proposta de desenvolvimento e implantação de uma rede de universidades de povos originários. A partir de 2015 trabalhamos no desenvolvimento e implementação de uma universidade indígena no âmbito do Plano de 50 anos do povo Paiter-Suruí, como modelo reflexivo para comunidades ligadas a culturas e línguas locais. Estas atividades estão baseados na experiência e nas ações realizadas 1) desde 2008 em parceria com a Casa de Cultura Afro Fazenda Roseira, enquanto espaço de acesso e articulação junto a rede das culturas negras locais, 2) e desde 2010 com a Casa de Cultura Digital de Campinas e Região, que atua nos processos práticos da aplicação de conceitos e idéias no âmbito de cultura digital.

 

Ano de início: 2015

Vínculos/órgãos:

CLE, IEL, FE, IMECC, Forum de Cultura Digital de Campinas e Região

 

Setores de Aplicação

Democratização da produção e do acesso ao conhecimento, inclusão digital, bibliotecas digitais, patrimônio linguístico e cultural;

Formação de pesquisadores/professores e integração acadêmica e cultural entre os países e as instituições envolvidas;

 

Temáticas:

Arte e Contexto, Educomunicação, Comunicação Sócio Ambiental, Epistemologia, Ciência da Computação, Linguística, Linguística Computacional, Crítica Pós-colonial, História Oral, Biblioteconomia, Bases de dados, Multilinguismo, Multiculturaismo, Ciências Humanas e Sociais, Educomunicação, Artes, Humanidades, História, Urbanismo, Ciências da Computação, Psicologia, Matemática, História da Ciência, etc.

 

Aspectos a serem abrangidos : Cultura de Bem Comum, Cultura de Paz.

Para mais informações veja: https://sites.google.com/multilinguismo.net/mmmd/