WITTGENSTEIN : Ética - Estética – Epistemologia
Synopsis
Wittgenstein: Ética, Estética e Epistemologia (digital)
Verifique a disponibilidade para aquisição desse volume impresso >>aqui<<
"É com satisfação que aqui apresentamos alguns dos resultados do III Colóquio Wittgenstein realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e junto ao Departamento de Filosofia e ao Programa de PósGraduação de Filosofia da Unicamp. Pudemos contar, também, com a preciosa colaboração do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência para a publicação deste volume da Coleção CLE.
Os trabalhos apresentados no Colóquio foram reformulados por seus autores em função das discussões realizadas com o público e entre os próprios pesquisadores convidados.
No primeiro texto, o professor Paulo Margutti Pinto apresentanos sua concepção de sujeito transcendental no Tractatus e defende a tese da permanência de uma atitude ético-religiosa durante toda a vida de Wittgenstein e sempre presente em seu pensamento filosófico - mesmo na fase posterior ao Tractatus, apesar das profundas mudanças na concepção de linguagem que separam este livro do das Investigações Filosóficas.
No segundo texto, o professor Darlei Dall’Agnol analisa o debate entre comentadores de Wittgenstein a respeito de sua suposta atitude cognitivista após o Tractatus, rompendo assim com sua posição da juventude, ou, pelo contrário, se persistiria sendo, como na juventude, nãocognitivista durante a fase madura. A discussão toma como ponto centrai a ideia de seguir uma regra - tema longamente analisado por Wittgenstein. O autor toma partido entre o cognitivismo e o não-cognitivismo rejeitando estas duas interpretações — além de responder a objeções feitas por Margutti durante o Colóquio.
No terceiro texto, o professor Eduardo Gomes de Siqueira apresenta o esboço de um projeto do que seria uma gramática dos sons conforme Wittgenstein, partindo da analogia entre a auto-terapia do modelo agostiniano de linguagem e uma, fortemente sugerida, auto-terapia de um modelo agostiniano da música. Para isso, o autor toma por base frequentes afirmações de Wittgenstein a respeito da música expressionista como bastando-se a si-própria — assim como de aproximações que frequentemente sugere entre estética e ética, o que também daria a uma gramática dos sons uma dimensão ética.
No quarto texto, a professora Silvia Faustino faz uma comparação entre o primeiro livro de Wittgenstein, o Tractatus e o seu último escrito, Sobre a Certeza, A comparação se apoia na metáfora heraclitiana usada pelo filósofo nesse último escrito, que é a do leito do rio dos pensamentos. A autora procura mostrar que nos dois textos Wittgenstein deixa indeterminados a forma e o conteúdo daquilo que, de acordo com cada época de sua evolução intelectual, seria o fundamento do conhecimento, a saber, as proposições elementares e as proposições gramaticais. Esta atitude de Wittgenstein revelaria, segundo a autora, a visão ética do uso da linguagem por parte do filósofo.
No quinto texto, o professor Guido Imaguirre apresenta uma discussão a respeito de duas concepções de matemática, o platonismo e o nominalismo, face às ideias filosóficas de Wittgenstein tanto sobre a matemática quanto, e, sobretudo, a respeito da linguagem. O autor aponta para uma solução bem típica do estilo terapêutico do filósofo, que consiste em negar as duas posições apresentando o que ele considera ser a dissolução da antagonia — neste caso, e mais uma vez, é o uso que irá servir como terapia: o uso das proposições matemáticas como normas é que fornece a elas o caráter normativo com que se apresentam para nós.
No sexto texto, o professor Arley R.Moreno apresenta alguns comentários a respeito das relações entre lógica, linguagem e pragmática a partir da oposição entre sentidos conceituais exatos e sentidos conceituais vagos. Esta discussão coloca em confronto a concepção logicista que correlaciona, por um lado, a presença de limites e exatidão do sentido e, por outro lado, ausência de limites e imprecisão do sentido — extraindo daí a consequência de que um conceito impreciso não possui limites - e a terapia que dela faz Wittgenstein a partir do final dos anos 20. Embora historicamente datada, esta concepção é exemplar de uma atitude comum na área de filosofia da lógica - além de também sê-lo, está claro, na área de filosofia da linguagem. A terapia de Wittgenstein serve ao autor como base para apresentar este caso como exemplo."
ARLEYR. MORENO (org.)
VOLUME 43 – 2006
ISSN: 0103-3147 Primeira Edição, 2006
índice para catálogo sistemático:
- Filosofia austríaca 193
- Ética 170
- Estética (Filosofia) 111.85
- Epistemologia 121
OBS. O presente volume da Coleção CLE reúne os trabalhos apresentados e debatidos no III Colóquio Wittgenstein – Perspectivas, organizado pelo IFCH\Unicamp e ocorrido nos dias 29 e 30 de setembro de 2005. Os textos aqui apresentados são de autoria de Paulo Roberto Margutti Pinto, Darlei Dall’Agnol, Eduardo Gomes de Siqueira, Sílvia Faustino, Guido Imaguire e Arley Ramos Moreno.
References