A teoria dos atos de fala à luz d’A Estrutura das Revoluções Científicas
Resumo
Recorrendo aos conceitos de paradigma e quebra-cabeças oriundos da obra capital de Thomas S. Kuhn, The Structure of Scientific Revolutions, este artigo parte da hipótese de que John L. Austin estabeleceu, com sua teoria dos atos de fala, um paradigma tanto na linguística quanto na filosofia da linguagem que, como todo paradigma, legou à posteridade um conjunto de quebra-cabeças. A fim de confirmar essa hipótese, tentaremos então (1) rastrear alguns desses quebra-cabeças, (2) compreender como John R. Searle lida com eles e (3) verificar se, em muitos casos, o próprio Austin não dá indicativos de estar, ao menos parcialmente, ciente de sua existência. O objetivo último deste artigo é, portanto, mostrar que certas modificações introduzidas por Searle na teoria dos atos de fala foram necessárias para solucionar alguns dos mais importantes quebra-cabeças do paradigma austiniano.
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Referências
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