Afetividade e Fluxo de Consciência: uma hipótese de inspiração espinosista
Resumo
O artigo apresenta uma concepção do fluxo de consciência a partir de um modelo de naturalização da consciência de base metafísica não-materialista, inspirado na filosofia de Espinosa. Procura-se responder à questão colocada por Arthur Prior, em seu artigo “Thank Goodness That’s Over” (1959), acerca do caráter problemático do significado de um certo tipo de proposições indexadas temporalmente no quadro de teorias que recusam a realidade do tempo. Para tanto, defende-se a hipótese de que essas proposições são irredutíveis a proposições não temporalizadas, seu sentido sendo determinado pelo caráter adverbial dos indexadores temporais e pela função de expressar estados subjetivos referencialmente opacos (aproximados no texto ao conceito espinosista de afeto). Essa função, por sua vez, seria determinante para a constituição do mental enquanto tal e para a realidade do domínio prático. Palavras chave: Espinosa. Consciência. Tempo. Afetividade.Downloads
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Publicado
2017-02-08
Como Citar
Levy, L. (2017). Afetividade e Fluxo de Consciência: uma hipótese de inspiração espinosista. Cadernos De História E Filosofia Da Ciência, 18(1), 121–146. Recuperado de https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/cadernos/article/view/572
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