A crítica de Ernst Cassirer à antropologia moderna e a determinação do ser humano como “animal symbolicum”

Autores

  • Tobias Endres Technical University of Braunschweig – Braunschweig, Germany
  • Rafael R. Garcia Universidade Estadual de Campinas – Campinas, Brasil

Resumo

O artigo examina os trabalhos completos de Cassirer, assim como seus escritos póstumos com relação à tese de Heinz Paetzold de que a filosofia de Cassirer sofre uma transformação em direção à antropologia em seu trabalho tardio, assim como a tese de Guido Kreis de que tal transformação da filosofia dos símbolos não é possível porque não pode garantir seu próprio fundamento. O autor demonstra uma continuidade no pensamento de Cassirer com relação ao tema da antropologia, segundo a qual Cassirer vem lidando com o problema de uma metafísica do simbólico desde pelo menos 1921 e já em 1928 faz uma determinação inicial do homem como um ser capaz de forma. A retomada da questão antropológica ocorre em 1939 e está em clara continuidade com os trabalhos anteriores. A reconstrução da gênese de Ensaio sobre o homem (1944) que se segue revela finalmente um segredo até então bem guardado da pesquisa de Cassirer, ou seja, uma resposta à questão de por que a história aparece pela primeira vez como uma forma simbólica na última obra publicada por Cassirer.

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Publicado

2021-10-13

Como Citar

ENDRES, T.; GARCIA, R. R. A crítica de Ernst Cassirer à antropologia moderna e a determinação do ser humano como “animal symbolicum”. Kant e-Prints, [S. l.], v. 16, n. 2, p. 411–429, 2021. Disponível em: https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1576. Acesso em: 27 nov. 2021.

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