https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/issue/feed Kant e-Prints 2021-10-15T09:26:35-03:00 Equipe Editorial clekant@unicamp.br Open Journal Systems <p><em>Kant e-Prints</em> é uma revista de periodicidade quadrimestral destinada a veicular produções teóricas sobre a filosofia de Kant, constituída pela <em>Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira</em> (SKB) e vinculada ao <em>Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência</em> (CLE) da <em>Universidade Estadual de Campinas</em> (UNICAMP).</p> https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1554 Apresentação do Dossiê Neokantismo / Presentation of the Dossier Neo-Kantianism 2021-10-14T15:11:30-03:00 Adriano R. Mergulhão adrianomergulhao@yahoo.com.br Lucas A. D. Amaral lucasadamaral@gmail.com Rafael R. Garcia raroga@unicamp.br <p>É com grande alegria e satisfação que apresentamos o novo volume da revista internacional de filosofia <em>Kant e-Prints</em>.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1555 A história entre ciência e arte: Wilhelm Windelband e o dilema da teoria neokantiana da história 2021-10-14T15:23:15-03:00 Jeffrey Andrew Barash jabarash@gmail.com <p>Este artigo enfoca a originalidade da tentativa de Wilhelm Windelband, o fundador da escola de neokantismo de Baden, de fornecer uma base teórica para a história como disciplina científica. Enquanto Kant, na <em>Crítica da Razão Pura</em>, tomou como modelo para toda a ciência a certeza das leis gerais da ciência da natureza, Windelband pretendia romper com os estreitos limites deste modelo kantiano para fornecer uma teoria de inteligibilidade científica que nenhuma busca por leis gerais poderia enfocar. No lugar dos conceitos gerais, a teoria de Windelband empregou valores historicamente mutáveis que permitem ao historiador colocar em relevo a qualidade singular dos contextos passados e dos indivíduos que neles interagem.&nbsp; Neste estudo, defendo que a vontade de Windelband de reconhecer a historicidade radical dos valores que estão por trás de todas as preocupações culturais, incluindo a continuidade e coerência da própria teoria, trouxe o ideal neokantiano da ciência histórica perante um dilema que ela não poderia resolver.&nbsp; Esta dificuldade, entretanto, não desqualifica de forma alguma a busca original de Windelband, mas exige uma reformulação de seu escopo e propósito fundamental.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jeffrey Andrew Barash https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1556 Sistema, estrutura, significação. Alguns paralelos filosóficos nas teorias neokantiana e estruturalista da linguagem 2021-10-14T15:27:43-03:00 Christian Möckel MoeckelC@philosophie.hu-berlin.de <p>No presente artigo serão discutidas algumas abordagens e explicações comparativas dedicadas à moderna teoria da linguagem, que podem ser encontradas tanto no filósofo neokantiano do símbolo Ernst Cassirer como nos linguistas estruturalistas Nikolaj Trubetzkoj e Roman Jakobson, que frequentemente se referem a Ferdinand de Saussure. Com esta finalidade, recorreremos a conceitualizações inovadoras usadas em comum no pensamento filosófico da primeira metade do século XX, tais como forma, estrutura, sistema, sinal, sentido ou significação e expressão, que determinam as respectivas teorias da linguagem. Entre outras coisas, as evidências provam que certos novos princípios de pensamento e terminologias são avanços em diferentes disciplinas científicas e meios culturais, sem que seus descobridores ou representantes se refiram uns aos outros, ou mesmo que conheçam uns aos outros.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Christian Möckel https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1557 La kantiana infinitud inmanente de Cassirer 2021-10-14T15:31:51-03:00 Roberto R. Aramayo roberto.aramayo@csic.es <p>Con su filosofía de las formas simbólicas Cassirer reflexiona sobre una infinitud inmanente que ya fue anunciada por el pensamiento kantiano. Los textos kantianos pueden ser leídos en clave simbólica, como sucede sin ir más lejos con su teoría de los postulados relativos a una existencia divina y un alma inmortal. El faktum de la razón, la libertad humana que reconocemos gracias a nuestra conciencia moral, nos permite franquear cualquier límite bajo la convicción de que podemos hacer cuanto nos dicte autónomamente nuestro deber. Somos un animal simbólico cuyo universo ético y cultural nos permite transformar la realidad persiguiendo asintóticamente renovados horizontes utópicos. Como bien dice Cassirer en Hacia una metafísica de las formar simbólicas, es el futuro simbólico del ser humano lo que desborda los límites de su existencia finita. Esa es la razón de que Kant culmine toda su obra con una Metafísica de las costumbres.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Roberto R. Aramayo https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1558 Kant e Rousseau: na encruzilhada da antropologia filosófica de Cassirer 2021-10-14T15:37:41-03:00 Leonardo Rennó Ribeiro Santos leo.renno@gmail.com <p>A interpretação de Cassirer da dívida intelectual de Kant para com Rousseau é conhecida e estabeleceu um marco real na crítica especializada de ambos os filósofos. No entanto, o exame desta dívida no interior do projeto cassireriano de constituição de uma Antropologia filosófica não foi ainda realizado, devido à rejeição de Cassirer das notáveis antropologias de Kant e Rousseau, que resultou na omissão deste tópico em <em>An Essay on Man</em>. Os manuscritos de Cassirer que testemunham a preparação dessa obra (<em>Vorlesung Göteborg</em>, <em>Vorlesung New Haven</em> e o esboço original de <em>An Essay on Man</em>) nos ajudam a formar uma outra imagem, que posiciona Rousseau e Kant no centro do álbum de família da Antropologia filosófica. A compreensão da negligência de Cassirer a respeito dos projetos antropológicos de Kant e de Rousseau, bem como das causas possíveis da ausência deles na foto oficial constituem o objetivo do presente artigo.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Leonardo Rennó Ribeiro Santos https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1559 “Como a legitimação de um bastardo”: o maquiavelismo de Hegel segundo Cassirer e Meinecke 2021-10-14T15:44:48-03:00 Otávio Vasconcelos Vieira otaviovasconcelosvieira1992@gmail.com <p>O presente artigo pretende explicar como Meinecke e Cassirer entendem o maquiavelismo de Hegel enquanto a ‘legitimação de um bastardo’, estabelecendo um forte ponto de concordância no plano histórico-interpretativo ao reconhecerem um mesmo processo histórico, que se inicia com Maquiavel, passa pela teoria do Direito Natural dos séculos XVII e XVIII, e finaliza com Hegel. Para tanto, recorre-se a uma reconstrução e comparação de momentos relevantes de <em>O mito do Estado </em>(1946), de Cassirer, e de <em>A ideia de Razão de Estado na história moderna </em>(1924), de Meinecke. Por fim, busca-se explicitar que, apesar de haver concordância quanto ao plano histórico-interpretativo do maquiavelismo de Hegel entre Meinecke e Cassirer, a valoração ético-política dada por estes intérpretes a este processo histórico é distinta em se considerando a crítica de Cassirer à <em>Lebensphilosophie </em>quanto ao seu potencial de resistência ao fascismo<em>. </em></p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Otávio Vasconcelos Vieira https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1561 Critique of cultural sciences: Ernst Cassirer and symbolic monism 2021-10-14T15:51:32-03:00 Przemysław Parszutowicz pparszutowicz@ifispan.edu.pl <p>The main goal of the paper is to show that Cassirer’s philosophy of symbolic forms may be viewed as a culmination of efforts of those thinkers who at the turn of the 19 th and 20 th century were a part of the so called anti-positivist movement. The paper focuses fore and foremost on those philosophers who in their attempts of grounding and defining Geisteswissenschaften were following the initial idea of Immanuel Kant’s transcendental philosophy. Cassirer’s symbolical monism is presented as an attempt of identifying that “original need of human mind”, an attempt which ultimately paved way for determining and establishing a distinctively different type of reflection than the one found in natural sciences, despite all the multifariousness of seemingly unreconcilable results arrived at by different thinkers. The author argues that Cassirer’s conception – unlike those found in the works of Droysen, Dilthey, Rickert or Windelband – strives to ground Geisteswissenschaften’s conditions of possibility not on the Kantian concept of determining judgment, but on a concept of reflective judgment, i.e., not on the Kantian concept of the scheme, but on concept of symbol which in turn makes it possible to establish a methodological and symbolic-cultural unity of both natural sciences and humanities.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Przemysław Parszutowicz https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1562 Prolegómenos a los “Prolegómenos” (Revisando la participación neokantiana en el Psychologismusstreit) 2021-10-14T15:54:58-03:00 Mario Ariel González Porta mariopor@pucsp.br <p>Neokantianismo y realismo lógico desenvuelven dos formas de anti-psicologismo diferenciables tanto del punto de vista sistemático como histórico-filosófico. En las siguientes líneas me propongo clarificar el papel jugado por el neokantianismo en el así llamado <em>Psychologismusstreit </em>(PS)<em>, </em>intentando poner de manifiesto su peculiaridad.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1563 Infinitesimal method and judgment of origin 2021-10-14T16:01:28-03:00 Hernán Pringe hpringe@gmail.com <p>The goal of this paper is to investigate the relation between Cohen's approach to differential calculus and his doctrine of pure thinking. We claim that Cohen's logic of origin is firmly based on his interpretation of infinitesimal analysis. More precisely, the transcendental method, when applied to differential calculus, reveals the productive capacity of thinking expressed by the judgment of origin.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1565 Leibniz’s Influence on Hermann Cohen’s Interpretation of Kant 2021-10-14T16:11:13-03:00 Scott Edgar scott.edgar@smu.ca <p>In the second edition of Hermann Cohen’s <em>Kant’s Theory of Experience</em>, he abandons the interpretation of Kant’s Anticipations of Perception that he gave in the first edition (1871), in favour of a radically different one. On his early interpretation, the Anticipations is largely of psychological interest for its influence on, and continuing significance for, physiological psychology and psychophysics. But on his mature interpretation, it defends the superiority of a dynamic conception of nature over a mechanical conception. Further, on his early interpretation, Cohen thought the Anticipations was not a central part of Kant’s critical theory of knowledge. But on his mature interpretation, he thinks it is absolutely central to that project. What is more, Cohen seems to have revised his interpretation in a relatively short period of time, in 1880-1. This paper argues that Cohen’s change in views about Kant’s Anticipations is explained by his (and Paul Natorp’s) reception of Leibniz in the very early 1880s, and specifically Cohen’s reception of Leibniz’s arguments against Descartes’ view that extension is the essence of matter.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1566 Loop quantum gravity in the light of neo-Kantian philosophy 2021-10-14T16:14:10-03:00 Luigi Laino luigi.laino@unina.it <p>The paper surveys the possibility of keeping a neo-Kantian approach in the face of Loop Quantum Gravity (LQG). Together with a preliminary analysis of Cassirer's re-interpretation of Kantian philosophy that allowed him to harmonize the <em>a priori </em>cognitions with the theory of relativity and quantum mechanics (QM), it will focus on the distinction between constitutive and regulative <em>a priori</em>. In this way, the paper will suggest that despite Rovelliâ's refutation of Kantâ's interpretation of space and time, he seems, at least implicitly, to hold to a couple of neo-Kantian assumptions: (i) the usage of constitutive <em>a priori </em>principles such as granularity, indeterminism and partially relation, (ii) and the claim for functionalism as a rule in ordering the "appearances".</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1567 Objetividade e matematização da Física em Ernst Cassirer 2021-10-14T16:18:24-03:00 Ivânio Lopes de Azevedo Júnior ivanio.azevedo@ufca.edu.br <p>O presente artigo discute a compreensão de Cassirer sobre a objetividade do conhecimento científico produzido pela física. Por se tratar de uma noção que perpassa várias obras do autor, e de diferentes períodos, minha escolha foi direcionar esforços, principalmente, para o terceiro volume da <em>Filosofia das Formas Simbólicas. </em>Esta escolha bibliográfica se justifica pelo fato de que, na referida obra, encontram-se dois aspectos estruturantes para o tratamento da questão proposta. O primeiro, de natureza sistemática, diz respeito à explicitação do processo de matematização da física. A partir dele é possível compreender em que termos a objetividade da matemática determina simbolicamente o conhecimento produzido pela física enquanto ciência empírica. O segundo, de natureza histórico-metodológica, demonstra a mudança de orientação epistemológica da física de modelos (geométrica) para a física de princípios (algébrica).</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ivânio Lopes de Azevedo Júnior https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1568 Kant e a não conceitualidade do espaço e do tempo 2021-10-14T16:22:40-03:00 Maria Carolina Mendonça de Resende mcmresende@gmail.com <p>Duas hipóteses guiaram o desenvolvimento deste trabalho. A primeira afirma o <em>status</em> necessariamente epistêmico e, portanto, não ontológico, do espaço e do tempo na filosofia transcendental. A segunda é a de que o espaço e o tempo como formas <em>a priori</em> da intuição sensível apresentam uma dimensão essencialmente não conceitual da experiência perceptiva. Em vista disso, neste artigo, nossa intenção é trilhar o caminho argumentativo da constituição da idealidade transcendental do espaço e do tempo a fim de compreender esse estatuto epistêmico e não conceitual da intuição. O objetivo é o de analisar as consequências dessas duas hipóteses para a filosofia neo kantiana contemporânea que tenta compatibilizar os argumentos kantianos com os de uma posição não conceitualista. Para tanto, vamos analisar o desenvolvimento das noções de espaço e tempo, no chamado período de transição da filosofia kantiana, da fase pré-crítica à fase crítica, bem como no próprio período crítico, que culmina na doutrina da idealidade transcendental do espaço e do tempo.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Maria Carolina Mendonça de Resende https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1569 Estudos Neokantianos, de Mario Ariel González Porta 2021-10-15T08:54:02-03:00 Lucas A. D. Amaral lucasadamaral@gmail.com <p>Talvez “redescobrimento” seja uma caracterização adequada para designar o <em>status</em> do movimento neokantiano atualmente. Se, por um lado, o neokantismo tem recebido uma maior atenção em diversos lugares da Europa, América do norte, Ásia, e em alguns países da América Latina, por outro, na ainda jovem cultura filosófica brasileira, o estudo desse importante e decisivo movimento é algo atípico dentro de nossas instituições de ensino, para dizer o mínimo. De fato, a quantidade de trabalhos acadêmicos, artigos e livros sobre as filosofias de autores como Cassirer, Windelband, Cohen, Lask, Natorp, Rickert e tantos outros que fizeram parte desse plural movimento filosófico está muito aquém do que eles realmente merecem. Sem dúvidas, esse “acerto de contas” com tais personagens seria uma tarefa muito mais árdua se não tivéssemos à nossa disposição os <em>Estudos</em> <em>Neokantianos</em>, do Professor Mario Ariel González Porta.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Lucas A. D. Amaral https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1570 Philosophie der Renaissance, de Ernst Cassirer 2021-10-15T08:57:52-03:00 Rafael R. Garcia raroga@unicamp.br <p><em>Philosophie der Renaissance - Filosofia da Renascença</em> - é o título que leva o volume 13 do <em>Ernst Cassirer Nachgelassene Manuskripte und Texte</em> [ECN 13], coleção das obras póstumas de Cassirer. O volume traz uma coletânea de textos escritos na década entre 1932 e 1942 nos quais o filósofo retoma e aprofunda teses e interpretações sobre este período da história da filosofia que lhe foi tão caro em toda a sua trajetória intelectual. Cumpre também dizer que com a publicação de ECN 13 a história dos manuscritos de Cassirer e o longo e hercúleo trabalho de sua edição chegam – quase – ao seu fim após pouco mais de um quarto de século de empenho de seus editores e demais envolvidos.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Rafael R. Garcia https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1571 KANT E O PROBLEMA DA METAFÍSICA. Comentário sobre a interpretação de Kant de Martin Heidegger 2021-10-15T09:01:57-03:00 Ernst Cassirer adrianomergulhao@yahoo.com.br Adriano R. Mergulhão adrianomergulhao@yahoo.com.br <p>Eu creio que devemos agradecer a Heidegger por nos ter claramente colocado, diante de nossos olhos, o verdadeiro “acontecimento” filosófico, que se consuma na fundamentação da filosofia de Kant, de modo que tal acontecimento torna-se visível na totalidade de sua força interna e em seu ímpeto. Mas, me parece que ele não percorreu a totalidade da esfera da problemática do “idealismo transcendental”.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Ernst Cassirer; Adriano Mergulhão https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1572 A filosofia da matemática de Frege no contexto do neokantismo 2021-10-15T09:07:07-03:00 Gottfried Gabriel gottfried.gabriel@uni-jena.de Sven Schlotter sven.schlotter@uni-jena.de Lucas A. D. Amaral lucasadamaral@gmail.com Rafael R. Garcia raroga@unicamp.br <p>Há muitos pontos de concordância entre Frege e os neokantianos. Isso vale especialmente para os representantes do neokantismo da teoria do valor ou do Sudoeste alemão na tradição de Hermann Lotze. Não discutiremos aqui todos os aspectos dessa proximidade; de acordo com o tema que propomos, ficaremos restritos à filosofia da matemática. A primeira parte do artigo tratará da relação entre aritmética e geometria, mostrando surpreendentes semelhanças entre Frege e o neokantiano Otto Liebmann. A segunda parte discutirá as diferentes recepções do logicismo de Frege por Jonas Cohn, Paul Natorp, Heinrich Rickert, Ernst Cassirer e Bruno Bauch.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Gottfried Gabriel; Sven Schlotter; Lucas Amaral; Rafael Garcia https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1574 Cultura como segunda natureza: Filosofia da cultura, Filosofia transcendental “naturalizada” e a questão do espaço da cultura 2021-10-15T09:15:53-03:00 Sebastian Luft sebastian.luft@marquette.edu Lucas A. D. Amaral lucasadamaral@gmail.com <p>Nesta contribuição, a filosofia da cultura de Cassirer é apresentada como uma aplicação especial da filosofia transcendental kantiana, então comparada a outra tradição aqui, a Escola de Pittsburgh, especialmente McDowell. O resultado é o conceito de Sellars de “espaço de razões”, que é então expandido por McDowell com seu conceito (de inspiração aristotélica) de “segunda natureza”. Uma interpretação interessante de um dos primeiros intérpretes de Cassirer – Howe – torna possível trazer “Marburgo” e “Pittsburgo” para a conversa. O resultado dessa comparação será uma posição que transmite ambas as tradições e que Howe poderia descrever como “idealismo naturalista”. No final, tenta-se demonstrar a superioridade da posição de Cassirer, o que não significa uma refutação da de McDowell, mas sim um encaixe de sua posição na de Cassirer.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Sebastian Luft; Lucas Amaral https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1577 Monoteísmo e filosofia: Breves reflexões a partir de uma conferência de Hermann Cohen 2021-10-15T09:26:35-03:00 Andrea Poma andrea.poma@unito.it Luis Celestino de França Júnior luis.celestino@ufca.edu.br Regiane Lorenzetti Collares regiane.collares@ufca.edu.br <p>Hermann Cohen afirma, em uma conferência, que a aversão à religião se deve à desconfiança da filosofia, uma vez que esta oferece à religião seu fundamento crítico e autoconsciência. Ele formula três postulados religiosos. O primeiro é a ideia da unicidade de Deus, como fundamento da moralidade do homem. O segundo postulado é o messianismo, como fundamento da ideia de humanidade universal. O terceiro postulado é a promoção do estudo da <em>Wissenschaft des Judentums</em>. Este texto enfoca três temas: a relação entre a tradição monoteísta judaica e a tradição filosófica grega; a questão do humanismo; a diferença entre monoteísmo e religiões (oposição entre sagrado e sagrado).</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Andrea Poma; Luis Celestino de França Júnior; Regiane Lorenzetti Collares https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1576 A crítica de Ernst Cassirer à antropologia moderna e a determinação do ser humano como “animal symbolicum” 2021-10-15T09:21:49-03:00 Tobias Endres t.endres@tu-braunschweig.de Rafael R. Garcia raroga@unicamp.br <p>O artigo examina os trabalhos completos de Cassirer, assim como seus escritos póstumos com relação à tese de Heinz Paetzold de que a filosofia de Cassirer sofre uma transformação em direção à antropologia em seu trabalho tardio, assim como a tese de Guido Kreis de que tal transformação da filosofia dos símbolos não é possível porque não pode garantir seu próprio fundamento. O autor demonstra uma continuidade no pensamento de Cassirer com relação ao tema da antropologia, segundo a qual Cassirer vem lidando com o problema de uma metafísica do simbólico desde pelo menos 1921 e já em 1928 faz uma determinação inicial do homem como um ser capaz de forma. A retomada da questão antropológica ocorre em 1939 e está em clara continuidade com os trabalhos anteriores. A reconstrução da gênese de <em>Ensaio sobre o homem</em> (1944) que se segue revela finalmente um segredo até então bem guardado da pesquisa de Cassirer, ou seja, uma resposta à questão de por que a história aparece pela primeira vez como uma forma simbólica na última obra publicada por Cassirer.</p> 2021-10-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Tobias Endres; Rafael R. Garcia