Kant e-Prints https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints <p>Kant e-Prints é uma revista de periodicidade quadrimestral destinada a veicular produções teóricas sobre a filosofia de Kant, constituída pela Seção de Campinas da Sociedade Kant Brasileira (SKB) e vinculada ao Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).</p> Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência - CLE pt-BR Kant e-Prints 1677-163X <p>Desde 2019 os textos submetidos à <em>Kant e-Prints</em> estão sob a licença&nbsp;<strong><em><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/deed.pt_BR">Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0)</a></em></strong><strong>. </strong></p> Transcendental Deduction against Hume’s challenge to reason https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1423 <p>From the second half of the last century there is a widespread view in the Anglophone world that Kant’s transcendental deduction (aka TD) aims to vindicate our common-sense view of the world as composed of public and objective particulars against some unqualified forms of skepticism. This widespread assumption has raised serious doubt not only about the success of TD but also about the very nature of its argument in both editions of the <em>Critique</em>. Yet, if there is a connection between TD and global skepticism, the intriguing question is: Who is this skeptic? According to Strawson, “the skeptic” is a hypothesis of a purely sense-datum experience. In contrast, the fact that TD turns on the key notion of self-consciousness has induced several other scholars to assume that the skeptic is no none but a Cartesian external-world skeptic. None of those readings find textual support or are compatible with the very structure of the first <em>Critique</em>. The question is: Does this mean that TD aims only to undermine empiricism as Guyer suggests? I do not believe so. I am pretty convinced that TD addresses a peculiar form of global skepticism, namely “Hume’s challenge to reason.” Assuming that we cognize (<em>erkennen)</em> and experience (<em>erfahren</em>) appearances as objects as a requirement Newtonian physics, TD aims to provide a justification of the principle that nature is uniform that is superior to Hume’s justification.</p> Roberto Horácio de Sá Pereira Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 6 31 Princípio de razão suficiente, trilema de Agripa e o problema da fundamentação: sob que condições uma razão suficiente é possível? https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1425 <p>O objetivo deste artigo é, a partir da análise do <em>trilema de Agripa </em>(ou <em>trilema de Münchhausen</em>, segundo Hans Albert), mostrar como seu aspecto trilemático só surge quando buscamos uma razão de tipo <em>suficiente</em> – em contraposição a uma <em>razão parcial</em>, que, por definição, remete a outras ulteriores a ela. A partir disso, apresento o “princípio de razão suficiente” (PRS) tal como proposto por Leibniz, uma vez que sua construção permite superar as dificuldades do trilema, no que diz respeito ao âmbito do <em>contingente</em>, hipostasiando um âmbito <em>transcendente </em>à série contingente no qual uma razão de tipo suficiente seria <em>possível</em>. Contudo, Kant considera que este mesmo recurso é o que torna a dedução da validade objetiva do PRS impossível, uma vez que não podemos determinar sob que condições o “incondicionado”, único conceito que preenche a demanda de <em>razão suficiente</em>, poderia ser considerado como <em>existente</em>.</p> Derócio Felipe Perondi Meotti Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 32 67 A Geografia como ciência: uma reflexão baseada na Filosofia Crítica de Kant https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1426 <p>Este artigo analisou a Filosofia Crítica Kantiana (especialmente sua filosofia da ciência) e, partindo dela, construiu um quadro filosófico com as características que a Geografia deve apresentar para ser considerada uma ciência em sentido restrito (tanto genuína quanto imprópria) conforme os critérios de Kant. O resultado ao qual se chegou foi de que a Geografia deve: I) possuir uma parte pura (uma Metafísica da Geografia); II) utilizar-se da Matemática; III) encontrar leis empíricas que expliquem a dinâmica da paisagem (aqui tomada como seu objeto de estudo). Tal exercício filosófico exigiu que se abstraísse, neste momento, a questão a respeito da pertinência da Filosofia Crítica Kantiana no contexto da atualidade (tanto diante da evolução da Filosofia e das ciências em geral, como especificamente diante dos objetivos da Geografia contemporânea). Não obstante, o quadro filosófico aqui construído abre o caminho para uma futura resposta dessa importante questão metodologicamente abstraída.</p> Rodrigo da Cunha Pacheco Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 68 96 Sobre a habilidade de exercer influência e usar os outros: seus aspectos prudenciais e suas implicações morais https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1427 <p>Alguns intérpretes da filosofia prática kantiana fazem menção à prudência considerando-a, sobretudo, dentro de um aspecto específico referido por Kant, a saber:<em> a habilidade de exercer influência e fazer uso dos outros</em>. Porém, há uma leitura negativa dessa concepção de prudência por parte de alguns desses estudiosos, a qual não confere o devido valor e importância a esta habilidade. O objetivo deste artigo é discutir o significado desta concepção de prudência e mostrar, a partir de uma interpretação baseada nos textos kantianos, como a prudência tem um papel relevante no trato entre sujeitos, mas também como este aspecto ocupa um lugar importante no ensino antropológico kantiano e dentro de sua pedagogia. Mostramos que a prudência não deve ser confundida com a habilidade de enganar os outros. Mas, pelo contrário, a prudência deve ser tomada como uma habilidade importante para as relações humanas e mesmo fundamental na educação moral.&nbsp;&nbsp;</p> Luís Gustavo das Mercês Muniz Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 97 124 Kant e a antropologia assimétrica: cosmopolitismo e dependência da ‘natureza’ humana https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1428 <p>Defendo que Kant erige uma ciência antropológica com um método de observação adaptado a ela, mas com um deficit em relação ao seu objeto de estudo. Assim, provaremos que a antropologia, entendida como ciência do conhecimento pragmático do que os seres humanos podem fazer de si, não consegue expor uma teoria da natureza humana que abarque a diversidade dos seres humanos em uma real universalidade, de maneira a revelar uma assimetria entre o que ele chama de raça branca e as outras, mulheres igualmente.</p> José Henrique Alexandre de Azevedo Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 125 153 Some remarks on “Some remarks on the Kant-Jäsche logic diagrams” https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/kant-e-prints/article/view/1429 <p>I comment on five points of the paper “Some remarks on the Kant-Jäsche logic”, by Castro-Manzano and Reyes-Cárdenas, about which either complementation is necessary, or I have a different interpretation.</p> Frank Thomas Sautter Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2020-10-09 2020-10-09 154 160